


O Dia Nacional do Historiador, celebrado em 19 de agosto e instituído pela Lei nº 12.130/2009, homenageia o nascimento de Joaquim Nabuco (1849–1910), destacado intelectual, diplomata e abolicionista brasileiro. A data reconhece a História como fundamento para compreender a sociedade e formar um pensamento crítico, democrático e humanista, além de valorizar quem se dedica à pesquisa, ao ensino e à preservação crítica da memória coletiva.
Celebrar os historiadores e as historiadoras é também um ato de luta e resistência. Nesse contexto, a campanha +História, promovida pela Associação Nacional de História – Seção São Paulo (ANPUH-SP), assumiu caráter urgente e prático ao enfrentar retrocessos curriculares e denunciar medidas que reduzem a carga horária de História e das demais humanidades no currículo paulista, com efeitos diretos sobre o campo profissional e o direito à educação pública, gratuita e de qualidade.
No próprio 19 de agosto, a ANPUH-SP entregará à Secretaria de Educação do Estado de São Paulo (SEDUC-SP) um abaixo-assinado com demandas urgentes: o mínimo de quatro aulas semanais de História nos anos finais do Ensino Fundamental; a recomposição da disciplina na Formação Geral Básica do Ensino Médio; a exigência de Licenciatura em História para sua docência; a revogação das resoluções que reduziram a carga horária das Ciências Humanas; a defesa da liberdade constitucional de ensinar e aprender, contra o uso arbitrário da inteligência artificial para padronizar conteúdos e avaliações; e a representação da entidade no Conselho Estadual de Educação de São Paulo.
Assim, o Dia do Historiador afirma-se como marco de mobilização coletiva e de defesa permanente da profissão. A entrega do abaixo-assinado demonstra que a História não é apenas uma disciplina escolar a ser preservada, mas uma ferramenta essencial para a cidadania, a democracia e a consciência social, cuja proteção exige o compromisso conjunto de seus profissionais e de toda a sociedade.Venha conosco!